
BASTA!
Das rosas, que sei eu... Só vejo espinhos,
a carne e a alma mortas, retalhadas...
E a dor a ensandecer os meus caminhos...
E lágrimas jorrando em chibatadas.
Das rosas... De perfumes tão mesquinhos,
perfumes de ilusões esfaceladas...
Sonhares ressequidos, tão daninhos...
E as esperanças, tão despetaladas.
Senhor, eu não mais quero este jardim,
já basta o desamor, que não tem fim...
Liberta-me das chamas deste inferno!
Que em Teu azul eu tenha, enfim, morada,
e toda a dor se faça sepultada
no chão onde o Oriente é sempre Eterno.
- Patricia Neme -

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